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Olhos Noturnos

Olhos Noturnos

com teus olhos noturnos,
teus cabelos,
fios de madeixas lisas, azeviche,
como que pintados,
pelos e olhos no piche,
olham-me nos olhos na inocência verdadeira,
tua: de anjo de pureza.
minha: de ré injuriada de morte,
na esperança, no vislumbre de que a sorte faça justiça
à revelia dos que me punem.
ah! se soubesses…
um dia, quem sabe…
eu pudesse te contar a triste história
em que nos chafurdam os meus oponentes,
sem pensar que tú, anjo inocente,
também paga como se ré fosse,
e, ri contente,
num semblante puro de querubim,
sem mácula.
revestida na tristeza da mesquinhez
que te leva ao sabor das ondas,
como se fosses um barquinho de papel,
na enxurrada irada, que não pára, não pensa…
que me perco e me desatino em prantos,
tu também anjo querido,
sofres sem mesmo saber o sentido…
de tanto rancor, que te rouba nestes momentos,
o calor do amor que eu pudesse te ofertar a cada dia…
e o meu tempo se escoa tão depressa,
que terei que perguntar em hora tardia…
quem…?
por acaso me devolve os dias
que nos roubaram por conta do ódio?


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Poema, Olhos Noturnos, Autor, Idea Artico

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